“Não me pergunte quem sou e não me peça para permanecer o mesmo.”
Seguindo esse preceito vivo a mutação no amor.
Por vezes parece que a loucura me ronda mas eu escapulo.
E o que amor que se foi, tornou-se uma faísca que me impulsionou para o novo.
Algumas pessoas permitem-se a diferentes entregas.
Elas vão desde um novo amor para: uma nova cidade, um novo tempo, um novo emprego, um novo amigo.
É possível que essa transcendência seja melhor ou pior, não importa, já é legal porque é diferente, é novo.
Mas para amar novamente é preciso primeiro amar a si mesmo.
É preciso conhecer os próprios abismos e não contar em encontrar no colo do outro um paradeiro para as suas quedas.
É preciso aceitar os próprios defeitos e acolher com zelo de mãe a dúvida de não saber-se junto ao peito.
É preciso encontrar um meio de sorrir mesmo quando a tempestade se anuncia.
Para amar novamente é preciso um bocado de alegria e tardes vazias para serem preenchida com beijos estalados e colheradas de cheesecake.
É preciso aceitar que o outro existe independentemente de você e que você existe independentemente dele.
É preciso jogar no lixo toda e qualquer vaidade ou necessidade interessada em controlar o incontrolável: a vida do outro.
Para amar novamente é preciso um bocado de inteireza e beleza nos olhos para não punir as manhãs que despertam cinza.
É preciso não culpar o outro por nossas falhas e faltas.
Para amar novamente é preciso falar baixo, porque o amor, como os passarinhos, foge diante de qualquer grito.
Para amar novamente é preciso amar sem esperar nada de retribuição.
Para amar novamente é preciso estar inteiro, porque quem ama a ilusão de que o outro é a parte que faltava, não ama de amor, mas sim a idéia de estar completo.
E só ama bem e novamente, aqueles que sabem que o amor não é um encontro, mas um acontecimento

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