As Borboletas

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, NÃO PRECISAR DELA. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas...

VOCÊ VAI ACHAR NÃO QUEM ESTAVA PROCURANDO
MAS QUEM ESTAVA PROCURANDO VOCÊ!




quarta-feira, 4 de maio de 2011

Para AMAR novamente

 
“Não me pergunte quem sou e não me peça para permanecer o mesmo.”
Seguindo esse preceito vivo a mutação no amor.
Por vezes parece que a loucura me ronda mas eu escapulo.
E o que amor que se foi, tornou-se uma faísca que me impulsionou para o novo.
Algumas pessoas permitem-se a diferentes entregas.
Elas vão desde um novo amor para: uma nova cidade, um novo tempo, um novo emprego, um novo amigo.
É possível que essa transcendência seja melhor ou pior, não importa, já é legal porque é diferente, é novo.
Mas para amar novamente é preciso primeiro amar a si mesmo.
É preciso conhecer os próprios abismos e não contar em encontrar no colo do outro um paradeiro para as suas quedas.
É preciso aceitar os próprios defeitos e acolher com zelo de mãe a dúvida de não saber-se junto ao peito.
É preciso encontrar um meio de sorrir mesmo quando a tempestade se anuncia.
Para amar novamente  é preciso um bocado de alegria e tardes vazias para serem preenchida com beijos estalados e colheradas de cheesecake.
É preciso aceitar que o outro existe independentemente de você e que você existe independentemente dele.
É preciso jogar no lixo toda e qualquer vaidade ou necessidade interessada em controlar o incontrolável: a vida do outro.
Para  amar novamente é preciso um bocado de inteireza e beleza nos olhos para não punir as manhãs que despertam cinza.
É preciso não culpar o outro por nossas falhas e faltas.
Para amar novamente é preciso falar baixo, porque o amor, como os passarinhos, foge diante de qualquer grito.
Para amar novamente é preciso amar sem esperar nada de retribuição.
Para amar novamente é preciso estar inteiro, porque quem ama a ilusão de que o outro é a parte que faltava, não ama de amor, mas sim a idéia de estar completo.
E só ama bem e novamente, aqueles que sabem que o amor não é um encontro, mas um acontecimento

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